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sexta-feira, 2 de maio de 2014

O PACTO

         Acordei com um gosto de terra em minha boca. Levantei-me confuso e senti um vento de chuva que espalhou poeira e tapou minha visão daquele lugar. Quando a poeira baixou pude ver: Não havia nada e nem ninguém ali.
            Era uma planície desértica e sem fim, olhei para o céu, logo iria chover!
     Em meio ao nada avistei uma casa, os relâmpagos aconteciam distantes. Comecei a caminhar meio sem destino, a casa parecia tão longe, uma luz mais forte, era mais um relâmpago, nesse momento caminhando foi que pensei: Que lugar é esse? E quem sou eu?
            Depois de caminhar por muito tempo cheguei até a residência, forcei um pouco a porta, estava aberta. A chuva havia começado, entrei, não conseguia enxergar nada por causa daquela escuridão. Procurei por algo que pudesse me servir para enxergar em meio aquele breu, não tendo êxito, me sentei no chão e resolvi deixar a chuva passar!
            Logo adormeci novamente. não sei quanto tempo depois acordei com um raio de luz quente contra meu rosto. finalmente o temporal havia passado e as luzes do sol se infiltravam pelos buracos no telhado. Rapidamente corri para abrir as janelas, as abri, pude ver que o local estava totalmente bagunçado, abandonado como se alguém tivesse saído às pressas, não havia conseguido encontrar nada que respondessem as minhas perguntas. O único móvel que estava em ordem naquela casa era uma pequena mesa no fundo da sala. Decidi então sair, mas a porta pela qual eu havia entrado não queria se abrir, mais ao fundo, no que parecia ser uma cozinha encontrei mais uma porta.

            Ao sair da casa e sem saber o que fazer, resolvi então andar, não sei por quanto tempo caminhei, mas a luz do dia já começava a se despedir. Foi quando que adiante avistei um homem em pé no meio do deserto, fui chegando bem próximo dele, ele não se movia e estava de costas para mim. Quando cheguei próximo, perguntei a ele: “ Senhor que lugar é esse?” Ele então se virou para mim e disse: “Você não se lembra? Não se lembra de nosso pacto?” Foi quando ele me tocou com sua mão, pude ver através de um filme em minha mente, agora lembrava, lembrava de tudo. Tinha feito a pior das coisas, em troca de que? Imortalidade, minha alma agora lhe pertencia, mas a pior das coisas creio eu seria acordar dia após dia, sempre no mesmo lugar com aquele gosto de terra em minha boca e sem lembrar aonde eu estava e quem eu era!

Autoria: J&R Scene

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