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sexta-feira, 2 de maio de 2014

                6467
            
           Os tempos são outros agora. Mas me lembro de algumas pessoas contando essa história esquisita sobre uma linha de ônibus misteriosa. O local de origem dessa lenda é a cidade de São Paulo, precisamente um bairro pobre da Zona Sul, Capão Redondo.
            Dizem que entre o final da década de 80 e início da de 90, quando ainda existiam poucos terminais de ônibus, e muitas linhas longas de trajetos distantes entre bairro e Centro e vice-versa, havia uma, dentre elas que tornar-se ia um mito macabro nas conversas entre motoristas e cobradores noturnos; a linha Capão Redondo - Pinheiros 6467.
            A versão oficial para o fim desta linha foi o fato de ela ter sido transferida para um terminal de ônibus da região, no entanto, outros alegavam que ela foi excluída devido ao trajeto ser bastante perigoso em altas horas da noite.
            Ha relatos de um caso misterioso envolvendo esta linha de ônibus. No ano de 1991, o fiscal da linha 6467 notou um relativo atraso da última viagem do dia daquele ônibus. Já passava das duas da manhã e o veículo não chagava. Devia ter estacionado no ponto final às 1h:45min. Resolveu esperar mais um pouco, afinal tinha que dar conta do que acontecera, era seu papel.
            Ás três da manhã, completamente impaciente o fiscal começou a andar em direção a um telefone público para contatar a empresa responsável. Foi quando avistou ao longe o tal ônibus se aproximando. Todas as luzes internas estavam apagadas e só um dos faróis funcionava. "Deve ter quebrado", pensou.
            Lentamente o veículo estacionou rente a calçada e abriu a porta automática. No momento em que o fiscal ensaiava uma bronca no motorista e em seu companheiro tomou um susto. Não havia ninguém no veículo. Pensou de início estar sendo alvo de alguma brincadeira fora de hora, mas depois de procurar mais pelos colegas, não os encontrou.
            Ligou para empresa e relatou o ocorrido. Foi orientado a chamar a polícia, mas quando os oficiais chegaram no local da ocorrência não encontraram nem ônibus, nem fiscal, nem ninguém. Os três desaparecidos nunca foram encontrados. A polícia arquivou o caso. O fiscal, conhecido como Flávio Araújo, foi apontado como suspeito mas nunca considerado como culpado.
            Hoje essa linha não existe mais, no entanto o local em que ela fazia seu ponto final ainda existe e é conhecido como "o 67". Moradores da região relatam que escutam o som de um ônibus andando pelas ruas do bairro, por onde normalmente não passa ônibus algum, hora nenhuma do dia.
            Pessoas que costumam utilizar ônibus de linhas noturnas naquela região mantêm viva essa história. Alertam aos desavisados para que quando você estiverem sozinhos no ponto, de madrugada, tomem cuidado com o 6467.  

Autoria: J&R Scene
O PACTO

         Acordei com um gosto de terra em minha boca. Levantei-me confuso e senti um vento de chuva que espalhou poeira e tapou minha visão daquele lugar. Quando a poeira baixou pude ver: Não havia nada e nem ninguém ali.
            Era uma planície desértica e sem fim, olhei para o céu, logo iria chover!
     Em meio ao nada avistei uma casa, os relâmpagos aconteciam distantes. Comecei a caminhar meio sem destino, a casa parecia tão longe, uma luz mais forte, era mais um relâmpago, nesse momento caminhando foi que pensei: Que lugar é esse? E quem sou eu?
            Depois de caminhar por muito tempo cheguei até a residência, forcei um pouco a porta, estava aberta. A chuva havia começado, entrei, não conseguia enxergar nada por causa daquela escuridão. Procurei por algo que pudesse me servir para enxergar em meio aquele breu, não tendo êxito, me sentei no chão e resolvi deixar a chuva passar!
            Logo adormeci novamente. não sei quanto tempo depois acordei com um raio de luz quente contra meu rosto. finalmente o temporal havia passado e as luzes do sol se infiltravam pelos buracos no telhado. Rapidamente corri para abrir as janelas, as abri, pude ver que o local estava totalmente bagunçado, abandonado como se alguém tivesse saído às pressas, não havia conseguido encontrar nada que respondessem as minhas perguntas. O único móvel que estava em ordem naquela casa era uma pequena mesa no fundo da sala. Decidi então sair, mas a porta pela qual eu havia entrado não queria se abrir, mais ao fundo, no que parecia ser uma cozinha encontrei mais uma porta.

            Ao sair da casa e sem saber o que fazer, resolvi então andar, não sei por quanto tempo caminhei, mas a luz do dia já começava a se despedir. Foi quando que adiante avistei um homem em pé no meio do deserto, fui chegando bem próximo dele, ele não se movia e estava de costas para mim. Quando cheguei próximo, perguntei a ele: “ Senhor que lugar é esse?” Ele então se virou para mim e disse: “Você não se lembra? Não se lembra de nosso pacto?” Foi quando ele me tocou com sua mão, pude ver através de um filme em minha mente, agora lembrava, lembrava de tudo. Tinha feito a pior das coisas, em troca de que? Imortalidade, minha alma agora lhe pertencia, mas a pior das coisas creio eu seria acordar dia após dia, sempre no mesmo lugar com aquele gosto de terra em minha boca e sem lembrar aonde eu estava e quem eu era!

Autoria: J&R Scene

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